Novos líderes - procuram-se!


Os nossos colaboradores começam a elevar a sua voz, exigindo responsabilização por parte dos seus líderes e deixam os seus empregos quando estes já não vão ao encontro das suas necessidades.

"Não entendo porque é que ela não está bem no trabalho que tem? Está sempre a pressionar para fazer coisas, quer falar comigo...Diz que o seu trabalho não é reconhecido...Tenho receio que não esteja bem e se vá embora. Imensas pessoas gostariam de estar no lugar dela, juro que não entendo!" - Este é um desabafo que oiço imensas vezes da boca de gestores de equipa.

E rapidamente com este exemplo, ilustramos o gap entre aquilo que o management deseja e aquilo que os colaboradores querem.

A geração Millennials procura empregos em que o seu trabalho seja significativo e lhes possibiite o crescimento pessoal e/ou profissional, assente numa comunicação nos dois sentidos com os seus líderes.

Em 2014, esta geração representava aproximadamente 36% da força de trabalho e em 2020 representará perto dos 46%. E quando falamos do nosso negócio da veterinária em particular, as equipas são maioritariamente jovens.

A diminuição da longevidade e fidelidade das forças de trabalho, são claros indicadores que esta geração não está a obter aquilo que pretende.

Temos justificado este gap falando em expectativas irracionais desta geração, mas eu acredito que o problema não é de agora - os Millennials estão apenas a aflorá-lo.

Todos os seres humanos têm necessidade do sentimento de pertença, sentir-se útil e ter confiança, contudo, a natureza hierarquizada das organizações tem inibido o envolvimento, a comunicação e o significado da contribuição individual.

O medo de falar está a desaparecer. Enquanto gerações anteriores toleravam estas limitações porque assumiam-se mais produtivas e bem sucedidas, os millennials preferem deixar um emprego que não preencha as suas necessidades intrínsecas. Esta geração não valoriza a melhoria de processos, o aumento de lucros ou ser o líder de mercado, se não se sentirem inspirados e incluídos, estimulados positivamente e envolvidos na organização.

Parece-me que temos aqui uma chamada de atenção impossível de ignorar, para atualizar os nossos estilos de liderança, para que as pessoas que trabalham comnosco encontrem a sua voz e preencham as suas necessidades.

Assim, ficam aqui 4 dicas para criar ambientes de trabalho que energizam e retêm colaboradores:

1, OFEREÇA OPORTUNIDADES DE CRESCIMENTO

Suporte o crescimento continuado das suas pessoas, investindo tempo em conversas de mentoring e coaching; ofereça recursos de aprendizagem in-house e assuma o treino e formação como uma estratégia do negócio.

2. AFIRME O VALOR PESSOAL DE CADA UM DOS SEUS COLABORADORES

Os colaboradores querem saber como é o seu desempenho relativamente às pessoas com quem interagem: clientes e colegas. Querem saber se o seu impacto é positivo e se os outros valorizam a sua contribuição.

3. CRIE AMBIENTES DE TRABALHO COLABORATIVOS

Torne o seu ambiente de trabalho aberto à comunicação em todas as direcções. Deixe que as pessoas falem sem medo, em vez de cochicharem pelos corredores ou nas redes sociais. Dê-lhes acesso a ferramentas e recursos e momentos de networking. Inspire-os em vez de ser directivo.

4. PEÇA A OPINIÃO DELES E ESPALHE OPTIMISMO

Inclua sempre que possível os seus colaboradores nas decisões com impacto neles. Peça ideias e conselhos. Dê-lhes autonomia de decisão para os processos relacionados com as suas tarefas. Se sentir que lhes falta visão estratégica, ajude-os a ver outras perspectivas em vez de lhes dar feedback negativo e direcções.

Arrange tempo para explicar o porquê.

Os líderes têm que desenvolver as suas capacidades de escuta, coaching e inteligência emocional. O comprometimentos dos seus colaboradores e o sucesso do seu negócio estão directamente dependentes destes fatores.

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